sábado, 3 de dezembro de 2011

Diretoria do Sintratec tomou posse



Novo mandato, novos desafios. Foi com este pensamento que a nova diretoria do Sintratec tomou posse no dia 02 de dezembro, em solenidade realizada no auditório do Sindicato dos Comerciários de Itabuna. O ato contou com as presenças de operários, sindicalistas e políticos locais. Dirigentes dos sindicatos dos Bancários, Agentes Comunitários, Servidores Públicos Municipais, Comerciários, UJS, além do vereador Wenceslau Junior e do coordenador regional da CTB, Jairo Araújo, saudaram e parabenizaram os novos diretores.
Jairo lembrou que o Sintratec foi fundado ali mesmo naquele auditório, 12 anos atrás. “A estrutura era outra, mas tudo começou aqui”, recordou.
Araújo ressaltou que, apesar de curta, a história do Sintratec é vitoriosa e marcada por grandes conquistas, como a Greve da Trifil, em 2004, e o fim da Revista Íntima e do Intervalo Intra jornada. “Nos orgulhamos de fazer parte desta história”, declarou.
Jeser Cardoso, presidente reeleito do sindicato, destacou as dificuldades para organizar os trabalhadores nas fábricas. “Convivemos com uma rotatividade absurda e a falta de perspectivas, obstáculos para o enraizamento dos trabalhadores na defesa de seus direitos”, avaliou. “Mas nesses 12 anos obtivemos enormes conquistas e muitas outras virão”, finalizou Cardoso.
Após os discursos, os diretores eleitos assinaram a ata de posse.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pão embolorado na Trifil



Apesar das inúmeras denúncias do Sintratec, a Trifil dá mais uma prova de despeito com a saúde de seus empregados. Pães embolorados foram servidos no dia 23 de novembro. As fotos estão aí para não deixar dúvidas. "Se alguém comesse um pão desses era hospital na certa!", denuncia Leandro Cerqueira diretor do sindicato. Vale lembrar que, não faz muito tempo, uma barata foi encontrada numa refeição. O Sintratec encaminhou denuncia ao Ministério Público do Trabalho e solicitou uma visita de fiscalização do Cerest à Trifil no sentido de dar um fim a esse desrespeito.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ações Coletivas: Revista Íntima

No dia 28 de novembro, mais 36 trabalhadores e ex-trabalhadores da Trifil receberam o pagamento pela Ação Coletiva da Revista Íntima e Intervalo Intra Jornada. Os pagamentos foram referentes ao mês de outubro/2011. Até o memento, 1495 trabalhadores foram cotemplados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Campanha salarial movimenta fábricas no Sul e Extremo Sul


Leandro e Jéser estão à frente da campanha salarial da categoria
O Sintratec (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia), que empossa nova diretoria no próximo dia 02 de dezembro, às 18 horas, na sede do Sindicato dos Comerciários, está mobilizado em torno da campanha salarial cuja pauta foi entregue no último 31 de outubro. O presidente da entidade, Jéser Cardozo, que será reconduzido ao cargo, terá como vice Leandro Cerqueira. Eles estiveram na redação do Diário Bahia, para falar sobre o andamento da campanha, que já realiza assembleias e manifestações na porta das indústrias.
Um piso salarial de R$ 930,00 é a principal reivindicação da categoria, que hoje recebe de R$ 565,00 a R$ 595,00 (a depender da fábrica). Além disso, os operários querem receber ticket-alimentação equivalente a 15% do piso salarial, ou seja, em torno de R$ 160,00. “Hoje, apenas a Pênalti paga ticket que varia de 25 a 65 reais, mas o valor é vinculado à produção e nós reivindicamos que todos recebam”, afirma Jéser, lembrando que as indústrias fornecem cestas básicas no valor de aproximadamente R$45,00.
A pauta de reivindicações também inclui plano de saúde e plano dentário para empregados e dependentes; transporte e alimentação no valor irrisório de R$0,01 (hoje é descontado sobre o transporte 6% do salário e sobre a refeição, R$13,00 por mês); Plano de Cargos e Salários (hoje, segundo o sindicato, não há critérios para estabelecer a remuneração ao longo dos anos de trabalho); auxílio-creche no valor de um salário mínimo até o filho completar 14 anos (hoje, após o retorno da licença-maternidade, a mãe recebe durante três meses de R$28,00 a R$45,00).
Até o momento, apenas Pênalti e Malwee mantiveram rodadas para negociar as reivindicações dos trabalhadores. A Trifil, que tem cerca de 2.300 funcionários, ainda não se manifestou oficialmente frente à pauta, o que já levanta uma ameaça de greve. Para o Sintratec, as demissões em massa (foram 200 em outubro, mas a média mensal é de 70) retratam uma postura reprovável da empresa. Daí a expectativa para que se manifeste de forma razoável ao menos perante os funcionários que mantém. “Se a Trifil não se propuser a negociar ou se não oferecer um reajuste que valorize os trabalhadores, pode haver greve sim”, declaram Jéser e Leandro.
O Sintratec representa um universo de 4.500 trabalhadores e a data-base da campanha salarial é 1º de janeiro. Até lá, a previsão do sindicato é de ter chegado a um acordo com todas as fábricas.
Fonte: Diário da Bahia

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Governo anuncia novo salário mínimo de R$ 622,73


O governo anunciou ao Congresso Nacional a elevação do valor do salário mínimo para R$ 622,73 a partir de 1º de janeiro de 2012. A previsão era R$ 619,21, com a revisão aumentou R$ 3,52.
O reajuste consta da atualização dos parâmetros econômicos utilizados na proposta orçamentária de 2012. O anúncio foi enviado em ofício do Ministério do Planejamento.

O projeto orçamentário encaminhado ao Congresso, em agosto passado, foi feito com previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,7%. Com a atualização que elevou a inflação para 6,3%, também haverá a elevação do reajuste do salário mínimo, que era 13,62% para 14,26% em relação ao atual valor que é R$ 545,00.

A política de recuperação do salário mínimo prevê reajuste com base na inflação de 2011 mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que foi de 7,5%. Com a projeção de aumento do INPC haverá também aumento nos benefícios assistenciais e previdenciários para os que recebem acima de um salário mínimo. A previsão de reajuste para esses casos subiu de 5,7% para 6,3%.

Agência Brasil

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fórum e Manifesto lançados em Brasília combatem terceirização


Nesta quinta-feira (17), as centrais sindicais CTB e CUT se uniram a outras entidades no lançamento, na Câmara dos Deputados, em Brasília, do Fórum Nacional de Combate à Terceirização. Na ocasião, foi divulgado o Manifesto em defesa dos direitos dos trabalhadores (as) ameaçados pela precarização das relações e condições de trabalho.

O Fórum pretende reunir diversos setores da sociedade visando inverter o processo e compor um espaço de articulação de ações que impeçam a institucionalização da precarização do trabalho no país.

Segundo os organizadores do Fórum, a terceirização tem causado impactos perversos no mercado de trabalho brasileiro e a eminência de aprovação na Câmara dos Deputados de projetos de Lei que aprofundam este cenário, resultará na regulamentação da precarização das relações e condições de trabalho.

Pesquisas desenvolvidas por diversas instituições, nas últimas três décadas em todos os setores econômicos e regiões do País, evidenciam o crescimento sem controle da terceirização e a tendência, já verificada em alguns setores, de redução do quadro de empregados efetivos invertendo o número de efetivos em relação aos terceirizados.

Cuidado com as leis

E alertam para a aprovação dos projetos de lei que tramitam no Congresso brasileiro, como é o caso da proposta do deputado Roberto Santiago (PSD-SP) que, se aprovados agravarão a situação. Também denunciam que “esses projetos de lei, além de liberarem a terceirização para todas as atividades, inclusive quando essenciais à tomadora, fazendo da exceção a regra, não definem como solidária a responsabilidade das empresas envolvidas na terceirização e não garantem efetiva isonomia das condições de trabalho e de direitos, contribuindo para a fragilização da organização sindical”.

O Manifesto afirma ainda que “rejeitá-los coloca-se como essencial à defesa da sociedade como um todo e da ordem jurídica do nosso país”, porque “está em jogo o reequilíbrio de uma ordem jurídica maculada pela terceirização do trabalho na contramão dos princípios constitucionais da dignidade humana e do valor social do trabalho”.

E sugere que “toda e qualquer regulamentação que venha a ser aprovada esteja necessariamente alicerçada nos seguintes pilares: que vede a locação de trabalhadores e trabalhadoras; que proíba a terceirização nas atividades permanentemente necessárias à tomadora e que assegure a responsabilidade solidária das empresas envolvidas na terceirização, tanto no setor privado quanto no público.

O Manifesto defende ainda que a lei aprovada regulamentando a terceirização garanta plena igualdade de direitos e condições de trabalho entre empregados diretamente contratados e trabalhadores terceirizados, com inclusão de mecanismos que impossibilitem a fraude a direitos e que assegure a representação sindical pelo sindicato preponderante.

Para conhecer e assinar o Manifesto em defesa dos direitos dos trabalhadores (as) ameaçados pela precarização das relações e condições de trabalho.

Fonte Vermelho

sábado, 12 de novembro de 2011

Vereador denuncia manobra do executivo para aumentar a CIP

Na Sessão Plenária da última quarta-feira, 09, o vereador Wenceslau Junior (PCdoB) denunciou o que classificou como manobra do executivo para tentar aprovar o PL que altera o Código Tributário no que tange a Contribuição Sobre Serviço de Iluminação Pública (CIP), antiga TIP.
A aprovação dos projetos em regime de urgência das mudanças relativas ao Sistema Municipal de Assistência social e outros projetos do Executivo de forma célere fez parte de um acordo de que o Executivo retiraria o PL da CIP. Agora não estão garantindo o cumprimento do acordo.
O principal ponto de divergência se refere à não observância do princípio da progressividade tributária. O consumidor que utilizar até 200 kw pagará R$ 5,00 (cinco reais) de CIP, qualquer consumo acima disso a contribuição salta para R$ 100,00 (cem reais), independente do consumo.
Tanto faz consumir 201 ou 2.000 kw que o consumidor pagará os mesmos R$ 100,00 (cem reais).
“R$ 100,00 (cem reais) de tributo para quem consome R$ 1.000,00 (mil reais) de energia é razoável, mas para quem consome R$ 120,00 (cento e vinte reais) é um absurdo, pois dobra o valor total da conta”, exemplificou o vereador.
“Tenho convicção de que a maioria dos vereadores não cometer a burrice de votar favorável a esse projeto. Mas de qualquer sorte vamos mobilizar a população para exercer o legítimo direito de pressão para barrarmos este absurdo”. Finalizou Wenceslau.