segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Assedio Moral no EPA/Trifil


Denúncias chegadas ao nosso sindicato dão conta de que alguns trabalhadores do Setor EPA da Trifil estão sofrendo com o assédio moral praticado por um supervisor da fábrica.
São acusações, perseguições, punições e ameaças constantes de demissão, o que acaba deixando o meio ambiente de trabalho num clima insuportável. Segundo informações dos próprios operários, que pediram sigilo temendo mais perseguições do supervisor, estas ocorrências acontecem no 1º turno de trabalho.
O Sintratec exige que a empresa tome medidas para solucionar os problemas relacionados ao assedio moral, expediente nefasto que humilha, constrange e degrada o meio ambiente de trabalho.

Marco Maia e a redução da jornada de trabalho


Escrito por Altamiro Borges

A folgada eleição de Marco Maia para a presidência da Câmara dos Deputados – o ex-sindicalista obteve 375 votos, contra os 106 dados ao megaempresário Sandro Mabel – tem forte simbolismo para a luta dos trabalhadores. O ex-torneiro mecânico, assim como Lula, projetou-se na política como líder operário. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas (RS) e dirigente da CUT.
Como deputado, o petista apresentou o projeto de lei número 160, em 15 de fevereiro de 2007, que propunha a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na sequência, o parlamentar manifestou apoio ao projeto de emenda constitucional (PEC) sobre o mesmo tema, aprovado numa Comissão Especial do Congresso Nacional, por unanimidade, em junho de 2009.

Setor patronal está temeroso


Essa trajetória já foi percebida pelas entidades patronais. Segundo a revista IstoÉ Dinheiro, a eleição de Marco Maia “reacende antigos temores dos empresários, como a votação da jornada de 40 horas... ‘Sei que ele teve uma posição muito clara em relação a teses das quais somos contrários’, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade”.
O setor patronal, que tem obtido recordes de produtividade, mas que não abre mão de seus lucros, também está temeroso com a mudança da correlação de forças no Congresso Nacional. Caso o governo Dilma Rousseff tenha interesse na matéria, ele goza de maioria para votar o projeto da redução da jornada. A própria bancada de sindicalistas obteve certo crescimento, de 61 para 68 deputados, podendo interferir com mais força neste debate.

As justas opiniões do ex-sindicalista


Caberá agora ao novo presidente da Casa, o ex-sindicalista Marco Maia, agendar a discussão deste tema estratégico. Aqui vale lembrar uma entrevista de setembro passado, no qual o petista gaúcho reafirma a importância da redução da jornada:
"Embora empresários de diversos setores sejam contrários, durante minha trajetória como metalúrgico, sindicalista e político, em que pude dialogar com vários setores da sociedade, constatei a viabilidade deste projeto. Primeiramente, a redução da jornada de trabalho representa melhor qualidade de trabalho e de vida para o cidadão – podendo até mesmo representar futuros ganhos de produtividade."
"Estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aponta que a redução da jornada tem potencial para gerar mais de 2,5 milhões de postos de trabalho. Ainda de acordo com o Dieese, a redução de 4 horas na jornada de trabalho, representaria um aumento no custo total de produção no Brasil de apenas 1,99%, portanto, não representaria um grande impacto para a economia, sendo que os setores poderiam, perfeitamente, se adaptar a esta mudança."
"Por isso, diante de tantos benefícios e da comprovação de que este projeto não trará prejuízos para o setor produtivo brasileiro, me senti na obrigação de me envolver nesta causa e defender os interesses do trabalhador. Continuaremos nessa luta, mobilizando as centrais sindicais, os movimentos sociais e, sobretudo, conscientizando a população da necessidade de aprovarmos este projeto."
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Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

CENTRAIS APROVAM CALENDÁRIO DE LUTAS E 1º DE MAIO UNITÁRIO NA BAHIA


As Centrais Sindicais estão unidas na Bahia por um projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho. A decisão unitária é intensificar a pressão pelo aumento do Salário Mínimo de 580,00, a correção da tabela do IR, o Piso Regional, entre outras, a intensidade das lutas na defesa de uma agenda positiva pela manutenção e ampliação das conquistas sociais e trabalhistas.
As entidades se reuniram para discutir os temas no dia 01/02, na sede da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Estado da Bahia-Fecombase, em Salvador. No encontro, os sindicalistas aprovaram a instalação do Fórum Baiano das Centrais Sindicais, espaço permanente de dialogo e ações unitárias voltadas para a implementação de uma agenda comum, com o objetivo de intensificar as lutas a partir da construção de um calendário unificado de atividades, bem como a realização este ano do 1º de Maio Unificado na Bahia.
Na reunião participaram a CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB. Entre as iniciativas, a realização de uma manifestação em defesa da valorização do Salário Mínimo no Aeroporto 2 de Julho (08/02), Seminário das Centrais Sindicais (25/03), e uma manifestação em defesa da cidade de Salvador (29/03), dia do aniversário da capital baiana.
Por iniciativa ainda, as Centrais realizarão um encontro com o DIEESE para debater uma proposta de Piso Regional, como elemento fundamental na busca do dialogo e entendimento entre os trabalhadores e o governo da Bahia.
Está previsto a confecção de um documento destacando pontos como o reajuste do Salário Mínimo e das aposentadorias para ser entregue aos parlamentares e distribuído para população. Para Adilson Araújo, presidente da CTB Bahia "as mudanças políticas em curso proporcionam maior protagonismo da classe trabalhadora. A realização do 1º de Maio unitário é um bom sinal de maturidade das Centrais, importante avanço que fortalece ainda mais a nossa unidade. É hora dos sindicatos reforçarem a pressão na base, realizando manifestações e fortalecendo a luta por um digno e justo reajuste no Salário Mínimo e pela imediata correção da tabela do IR".

Adilson Araújo
Presidente da CTB-Bahia

Sem acordo com o governo, Centrais vão intensificar pressão pelo Mínimo de R$ 580


Após duas reuniões frustradas com Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da República, presidentes e representantes das centrais sindicais CTB, CUT, CTB, FORÇA, NSCT e UGT e técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) se reuniram na manhã desta segunda-feira (07), na sede da CTB Nacional, para debater e traçar as estratégias de mobilização em defesa do salário mínimo de R$ 580, reajuste da Tabela do Imposto de Renda de 6,46% e aumento das aposentadorias de 10%.
Diante das dificuldades de diálogo com o governo federal, a estratégia das centrais agora é intensificar a mobilização na tentativa de abrir as negociações acerca dos valores.

Prioridades

Em suas intervenções, os sindicalistas deixaram clara a necessidade de reafirmar a unidade do movimento sindical em torno do tema e de conscientizar o governo para a questão, que está diretamente atrelada ao desenvolvimento do país, um dos motes da Agenda da Classe Trabalhadora, referendada na 2ª Conclat, em junho de 2010.
Para o presidente da CTB, é inaceitável que prevaleça apenas o ponto de vista da equipe econômica, deixando de lado o apelo das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros e do movimento sindical. “O governo precisa priorizar os trabalhadores, ao invés de optar por uma política macroeconômica para segurar a inflação. Precisa investir em desenvolvimento, investindo na classe trabalhadora”, destacou Wagner Gomes, presidente da CTB que frisando que o governo precisa estabelecer prioridades.
“O salário mínimo não tem aumento porque tem que poupar dinheiro para o pagamento dos juros. Para os aposentados, acontece o mesmo. E a correção da tabela do Imposto de Renda fica atrelada a essa indefinição. Precisamos defender a Agenda da Classe Trabalhadora e o tipo de desenvolvimento que ela propõe!”, reafirmou Gomes.

Pela valorização do trabalhador

Agora, os sindicalistas pretendem agendar audiências com os presidentes da Câmara e do Senado para discutir do tema. Outra definição da reunião foi a proposta da realização de uma grande manifestação unitária das centrais, com o apoio dos movimentos sociais, na segunda quinzena do mês de abril, em São Paulo, para reforçar as reivindicações contidas na Agenda da Classe Trabalhadora.
A principal preocupação é que a presidenta Dilma Rousseff coloque um freio nessa política econômica equivocada que vai na contramão do desenvolvimento e dê prosseguimento ao trabalho iniciado no governo Lula, que desde seu início abriu as portas e dialogou com o movimento sindical.
Na opinião da CTB, o que não faz nenhum sentido é logo no primeiro ano de governo da presidenta Dilma não ter aumento real, interrompendo uma série de seis anos seguidos de recuperação do salário mínimo. O aumento do mínimo estimula o crescimento de todos os outros salários. É a garantia da continuidade do crescimento econômico e, portanto, de mais empregos.

Cinthia Ribas - Portal CTB

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Buzão quebrado na Trifil


Recebemos várias denuncias que o ônibus da Trifil das linhas 01, 08 e 13 apresentam defeitos frequentemente. Os trabalhadores estão com medo de acontecer um acidente, pois, a empresa prestadora dos serviços não estar fazendo a revisão dos veiculos.
Esta situação reforça as denúncias que sempre faltam ônibus no retorno dos trabalhadores para casa.
Uma pergunta que não quer calar:
Porque será que estes problemas só acontece no retorno dos trabalhadores para suas residências?

Enquete mostra que 44% dos novos deputados apóiam a jornada de 40h


Pelo menos 44% dos deputados que farão parte do próximo Congresso apoiam a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição de salário, bandeira histórica do movimento sindical.
O levantamento foi realizado pelo Portal G1. À pergunta "É a favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário?", 229 parlamentares disseram "sim", 116, "não", e 69 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que começa neste dia 1º de fevereiro.
A redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários está prevista na Proposta de Emenda Constitucional 231/95, de autoria do então deputado (e hoje senador) Inácio Arruda (PCdoB-CE), já aprovada em uma comissão especial do Congresso.
A redução da jornada para 40 horas é bandeira da CTB desde funddação. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a mudança poderia criar mais dois milhões de novas vagas. Além da redução da jornada de trabalho sem perda de salário, a PEC 231 prevê ainda o aumento de 50% para 75% no valor das horas extras trabalhadas.

Com informações do G1

PCdoB apresentará emenda com proposta de R$580 para o mínimo


A maioria das bancadas programou reuniões em Brasília nesta segunda-feira (31), véspera da posse dos novos parlamentares – 513 deputados e 54 senadores, que representam 2/3 do Senado - nesta terça-feira (1o). O novo líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), que presidiu a reunião da bancada, anunciou que o Partido vai apresentar uma emenda à Medida Provisória (MP) do salário mínimo definindo o valor em R$580,00 como querem as centrais sindicais.
“A política de reajuste do salário mínimo é componente importante não apenas na qualidade de vida da população, mas, com destaque, para o desempenho da economia do país. Nós, do PCdoB, cuja origem e formação tem vinculação direta e objetiva com os trabalhadores, vamos trabalhar para rever a proposta encaminhada e procurar uma que contemple o crescimento da massa salarial. A emenda é de R$580,00 de acordo com as centrais sindicais”, anunciou.
A discussão feita pela bancada do PCdoB considerou que, no ano passado, ápice da crise mundial, que teve consequências no Brasil, a taxa de crescimento do país foi praticamente zero e os parâmetros utilizados pelo governo para definir reajuste do salário mínimo levou à apresentação da Medida Provisória (MP) definindo em R$540,00 o mínimo, o que retira qualquer aumento real do salário mínimo.
Na primeira reunião, que aconteceu durante o almoço na sala da Liderança, Osmar Júnior, discutiu também com a bancada a proposta de levar ao presidente eleito da Casa, que o PCdoB espera que seja o deputado Marco Maia (PT-RS), uma pauta para o semestre todo, contemplando as questões importantes que estão na ordem do dia do País e dentre elas as MPs que são importantes para serem votadas e desobstruírem a pauta.
A agenda mais ampla – que inclui a reforma política e tributária - tem necessariamente que envolver a presidente Dilma e outros setores da sociedade, explicou o líder, acrescentando que essa é uma agenda do mandato começando este ano. “Para nós do PCdoB, a reforma política é importante para manter e até ampliar a oportunidade de organização do povo brasileiro. Que as campanhas possam estar ao alcance de todos, e para isso é fundamental o financiamento público de campanha; e o fortalecimento dos partidos, por isso defendemos a lista fechada.”
Sobre a bancada dos 15 deputados do PCdoB, o líder disse que “a bancada é nova porque começa novo mandato, nova porque seis dos integrantes não estavam no mandato anterior, mas é bancada de militantes muito experientes do Partido. Todos eles tem vida dedicada a causa do povo brasileiro, compromisso com essa luta, com esse processo de transformação. Nova apenas no registro da Câmara que inicia a 54a legislatura, mas é bancada profundamente testada na defesa do Brasil e do povo brasileiro”.



De Brasília
Márcia Xavier